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IPREV É APROVADO

Por 24 votos a 14 os deputados da base do governo apertaram o botão de votação para referendar a vontade do governador e aprovaram o PLC nº 0050.6/2007 que cria o Iprev, nesta terça-feira, dia 17 de junho.

Mais de dois mil servidores ativos e aposentados de diversas categorias do serviço público lotaram o hall do Poder Legislativo e as galerias do Plenário para dizerem não à aprovação do PLC do Iprev.

O aparato de segurança organizado pela administração da Alesc fez relembrar os tempos do regime de exceção, quando quem lutava pelo exercício da democracia e da livre manifestação era considerado subversivo. Os trabalhadores do serviço público e os dirigentes sindicais que entraram no Plenário passaram por situações constrangedoras, ao ponto de serem revistados pelo corpo da guarda e ainda filmados e fotografados, a todo instante, pelos policiais do serviço reservado da PM (P2).

Os servidores públicos foram impedidos pela policia militar de entrarem no Plenário, após o início da sessão, mas não se intimidaram com a quantidade de policiais deslocados ao parlamento para reprimirem as manifestações. A casa do povo parecia um cadeião cercado por militares do GRT, PPT, Bope, fortemente armados com escudos, cassetetes, escopetas e bombas de efeito moral, preparados para reprimirem servidores aposentados e idosos que ocupavam as galerias internas do Plenário.

O governo tentou enfraquecer as mobilizações dos servidores, por meio da intimidação psicológica. A manobra de preencher a parte térrea do Plenário com cargos comissionados não deu certo. No piso superior os policiais controlavam todas as entradas e não permitiam a circulação de servidores e até de jornalistas que tiveram dificuldades para cobrirem a votação, mesmo estando credenciados pela Casa.

Parlamentares das bancadas de oposição ao governo criticaram o excesso de PMs e a forma de intimidação para reprimir os protestos. Os deputados não pouparam denúncias e ataques contra o governo e seus pares na Alesc, principalmente aos suplentes, que ocuparam as cadeiras do Plenário para votarem com o governo. Em mais três horas de sessão os deputados governistas não fizeram um único pronunciamento em defesa projeto, pois estavam presentes somente para apertarem o botão.

As entidades sindicais, que compõem o Fórum dos Servidores Públicos, avaliaram como positiva as mobilizações dos servidores, em todos os episódios que se seguiram contra a aprovação do projeto do Iprev.

Para os dirigentes, as mobilizações das categorias nas audiências públicas realizadas no Estado, assim como os atos unificados e às vigílias permanentes na Alesc, foram decisivas para demonstrar a força dos servidores públicos contrários ao governo autoritário e intransigente de Luiz Henrique da Silveira e a tríplice aliança.

Engana-se quem acha que a luta acabou!

 
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