Ato Nacional contra a criminalização dos movimentos sociais
e em solidariedade à APRASC
Apesar da logomarca da Aprasc ser proibida dentro dos quartéis os servidores públicos estaduais vestiram a camiseta da Associação ao participarem do Ato Público Nacional que reuniu mais de 1.500 manifestantes na Capital. |
Nem mesmo a chuva e o aparato de segurança da Policia Militar intimidou os dirigentes do Sindalesc e demais entidades sindicais, estudantes, representantes de movimentos sociais e os aprasquianos de participarem do Ato Nacional contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, nesta quinta-feira, dia 12 de março.
Diversas categorias de servidores públicos solidários à Aprasc e contra todas as formas de repressão aos trabalhadores que lutam por condições de trabalho mais justa, percorreram as ruas da Capital organizadas com bandeiras, faixas, cartazes contra as políticas de desmonte do serviço público promovidas pelo governo do Estado. As atenções também estiveram voltadas ao Movimento "Mulheres que Lutam", formado por esposas e familiares dos Praças da PM e do Corpo de Bombeiros que participaram da paralisação acorrentadas, em protesto contra o Regulamento Disciplinar da Policia Militar (RDPM).
Os aprasquianos estão realizando concentração na Praça da Bandeira desde o mês janeiro. A categoria está em vigília permanente, na luta em defesa de uma política salarial mais justa; realização de mais cursos relativos ao Plano de Carreira; criação de um Código de Ética para substituir o Regulamento Disciplinar da PM (RDPM); programa de casa própria para policiais e bombeiros; dignidade e respeito aos praças e o fortalecimento da segurança pública em Santa Catarina.
O ato público, organizado pelo Comitê de Solidariedade à Aprasc, reuniu diversas categorias do serviço público. Ao mesmo tempo em que os aprasquianos realizaram assembléia geral para deliberar assuntos de ordem geral da categoria, outras entidades sindicais (Sinte, SindSaúde e Sintrasem), após finalizarem as Ages em suas bases, se dirigiram à Praça da Bandeira com o objetivo de integrar o ato unificado. No mesmo dia também aconteceu a manifestação dos estudantes que integram o Movimento Passe Livre. Eles percorreram as ruas da cidade em protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo.
Para o presidente do Sindalesc, Rubenvaldo da Silva, este ato reafirma o descontentamento das diversas categorias de trabalhadores no serviço público que estão na luta contra as políticas antidemocráticas implementadas pelo governo do Estado. "Apoiamos a Aprasc e suas reivindicações. Se o símbolo da Associação está proibido dentro dos quartéis, vamos às ruas usando a camiseta da entidade porque não temos medo de intimidação e estamos na luta para combater qualquer forma de autoritarismo."
Segundo o Secretário de Formação Sindical do Sindalesc, Romário da Silva, o ato público nacional foi uma resposta a mais um ataque de um governo autoritário que não cumpre a constituição e não respeita a liberdade de livre manifestação e expressão. "Deixamos bem claro que queremos mais investimentos nas áreas de saúde, segurança e educação, com a valorização dos trabalhadores e com o respeito aos movimentos sindicais e sociais que tem sido alvo de repetidos ataques de quem não é afeito ao processo democrático. Através deste ato deixamos nosso apoio e solidariedade aos companheiros da Aprasc e a todos os seus familiares que estão na luta pelo cumprimento da Lei 254 e demais reivindicações de todos os trabalhadores do serviço público de Santa Catarina."

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